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HONDA MOTOR COMPANY LIMITED

Nome na Inauguração: Honda Motor Co., Ltd.
Data de Fundação: 24 de setembro de 1948
Local de Fundação: Hamamatsu, Shizuoka, Japão
Fundador: Soichiro Honda (1906-1991, faleceu aos 84 anos)
Encerramento: Empresa ainda em operação
Proprietário atual: Empresa pública, diversos acionistas
Sede Atual: Tóquio, Japão
Website: www.honda.com

A Honda Motor Company, Limited, é uma fabricante de motos, carros e vários outros produtos de alta tecnologia agragada. Foi fundada e, 24 de Setembro de 1948 pelo lendário Soichiro Honda, em Tókio, no Japão. Atualmente ela está em 150 paises, tem mais de 180.000 funcionários e fabrica mais de 12 milhoes de motocicletas por ano e está entre as 20 marcas mais valiosas do mundo.

 

A história começou no dia 24 de setembro de 1948 quando foi fundada a Honda Motor Co. Ltd. Naquele ano, o Japão se erguia após ser devastado pela Segunda Guerra Mundial. Em meio ao processo de reconstrução, Soichiro Honda soube identificar uma oportunidade de negócio: era crescente a necessidade de um meio de transporte rápido e barato. Somando sua experiência de exímio mecânico a um capital inicial de 1 milhão de ienes e o trabalho de 34 funcionários, ele inaugurou sua fábrica de motores na cidade Hamamatsu.

 

O primeiro invento foi o motor auxiliar para bicicletas (batizado de A-type), que seria a gênese para o primeiro protótipo da HONDA, a motoneta Dream D (98 cc) com motor de dois tempos, fabricada em 1949. O nome Dream foi dado em referência ao sonho de Sochiro em construir uma motocicleta completa. Foi neste mesmo ano que Takeo Fujisawa, seu inseparável companheiro, iniciava um importante papel no desenvolvimento da empresa. Ao cuidar da área comercial e financeira, liberava o fundador para o desenvolvimento mecânico e tecnológico dos produtos.

Acreditando no “poder dos sonhos”, slogan mundial da marca, “The Power of Dreams”, a Honda escreveu sua fantástica história. Evoluiu dos legendários motores para motocicletas e depois às atuais invenções, como veículos híbridos e automóveis movidos a célula combustível.

 

Em a 1951, a A-Type1951 vendia 130 unidades por dia, comprovando o sucesso da empresa em apostar neste tipo de veículo. No ano seguinte a empresa lançou a F-Type, uma motocicleta de 50cc, que em menos de um ano alcançava a marca de 6.500 unidades vendidas por mês. Porém, o produto que marcaria para sempre a história da HONDA chegou uma década mais tarde: era a “Super Cub”, a motocicleta mais vendida de todos os tempos. Em 2008, o modelo bateu a marca de 60 milhões de unidades vendidas em 160 países ao redor do mundo. 

 

Em contrapartida, o mercado de motocicletas crescia a um ritmo acelerado com exportação a diversos países. Para atender à demanda crescente de clientes em todo o mundo, a empresa cruzou a fronteira para inaugurar, em 1959, sua primeira unidade no exterior: a American Honda Motor Co., nos Estados Unidos, onde popularizou o uso da motocicleta. De lá, espalhou-se rapidamente para diversos países europeus, iniciando a produção fora do Japão em 1963 na Bélgica. Foi ainda neste ano que a Honda ingressou no segmento automobilístico com o lançamento do carro esporte S500 (primeiro automóvel esporte do Japão) e do caminhão leve T360, seguindo a filosofia de “produzir onde há mercado”. Os anos 70 foram decisivos para a expansão rumo às Américas do Sul e América Central. E em 1971 o Brasil recebeu a Honda Motor do Brasil Ltd.

DNA ESPORTIVO

No dia 1 de setembro de 2007 a Honda Racing Corporation (HRC) celebrou o seu 25º aniversário. A competição sempre esteve bem viva no seio da HONDA. Aliás, a competição é o verdadeiro DNA da marca. Desde o começo o fundador Soichiro Honda insistia constantemente que os engenheiros provassem a capacidade tecnológica da empresa e a sua capacidade de criação de novos modelos, através da competição, testando neste cenário as suas criações. Inicialmente, os esforços da montadora na competição foram desenvolvidos pela própria Honda Motor Company, mas no início dos anos 70 foi criado o RSC (Racing Service Center) como sendo uma divisão independente e dedicada apenas aos programas esportivos. Em 1 de setembro de 1982 foi fundada a Honda Racing Corporation com a missão de desenvolver, construir e vender as motos e peças de competição da marca.

 

Desde então a HRC se tornou a expressão máxima de elevadas performances e excelência tecnológica. Neste mesmo ano, com o lançamento da NS 500 de três cilindros, a Honda venceu seus dois primeiros GP com o piloto Freddie Spencer, e Cyril Neveu, e conquistou a primeira vitória no tradicional rali Paris-Dakar.

 

Em 1983, o inigualável e talentoso Freddie Spencer conquistou o primeiro título Mundial de 500 cc para a HONDA, pilotando uma NS 500. Nas décadas seguintes a HCR conquistaria inúmeros títulos em várias categorias, tendo como pilotos nomes famosos como o italiano Valentino Rossi e o espanhol Dani Pedrosa.

 

A montadora japonesa também possui uma estreita relação com a Fórmula 1. A história começou em 1964, quando, na época, a montadora iria apenas fornecer motores para a equipe Lotus. Mas como a equipe britânica abandonou a idéia, a HONDA teve que estrear com equipe própria, fato que perdurou até 1968, conquistando duas vitórias em 35 participações.

 

Firmava-se como uma das principais construtoras da F1 na época, tendo inclusive em seus cockpits o campeão mundial John Surtees. Mas o acidente fatal com Jo Schlesser, a bordo de um dos carros da equipe, no GP da França de 1968, mudou os planos dos japoneses. Abalados com o ocorrido, eles decidiram abandonar a categoria ao final daquela temporada.

 

Em 1983, a empresa voltou aos palcos da Fórmula 1 fornecendo motores para as equipes, principalmente a Williams e a McLaren. Em 1992 a HONDA abandonou novamente o esporte (o saldo destas 10 temporadas como fornecedora de motores foi impressionante: 69 vitórias, 5 títulos mundiais de pilotos, 6 de construtores e a reputação de ter sido a montadora que revolucionou a categoria) para voltar em 2000, junto da British American Racing, através de um contrato de fornecimento de motores e desenvolvimento conjunto de tecnologia de chassis.

 

Em 2004, a HONDA adquiriu 45% das ações da equipe B.A.R Honda, e em dezembro de 2005, comprou os 55% remanescentes da British American Tobacco. A equipe, rebatizada Honda Racing F1 Team, era a primeira operação 100% HONDA na Fórmula 1 desde 1968.

 

Disputando novamente um campeonato como HONDA, em 2006, os resultados tornaram a aparecer. Jenson Button venceu o GP da Hungria e deu aos japoneses, quase 40 anos depois, uma nova vitória na categoria. No ano seguinte a equipe japonesa reproduziu em sua carenagem o globo terrestre, em uma alusão ao Google Earth. O carro também não exibia logotipos de outros patrocinadores, a não ser um discreto logo da HONDA e outro da fabricante de pneus Bridgestone. A equipe japonesa tinha como um de seus pilotos o brasileiro Rubens Barichello. No dia 5 de dezembro de 2008, como resultado da grave crise econômica global, a HONDA anunciou sua saída da categoria, vendendo-a para Ross Brown.

FÁBRICAS ECOLÓGICAS

Tudo começou em 1976, quando a montadora japonesa iniciou um programa de reflorestamento, plantando mais de 250 mil árvores ao redor de suas fábricas no mundo, iniciando assim o conceito GREEN FACTORY (Fábrica Ecológica). Atualmente todas as unidades fabris da empresa aplicam o programa GREEN FACTORY, que, além de promover a sustentabilidade do planeta, minimiza o impacto nocivo sobre os recursos naturais da região.

 

Introduzir inovações nas fábricas, visando o aperfeiçoamento das operações, não é o único objetivo do programa, que também busca promover uma convivência harmoniosa com a sociedade local. Para isso, participa de convênios com escolas e universidades para a realização de eventos educativos; parcerias para a organização de exposições com temas ligados à natureza e incentivo à formação de estagiários nas áreas de mecânica, química e meio ambiente, preparando futuros colaboradores da empresa.

 

No Brasil o projeto foi implantado na Moto Honda da Amazônia em 1999, com o objetivo de garantir a produção com baixa emissão de poluentes em seus produtos, atividades e serviços, redução do consumo de energia, redução da geração de resíduos bem como o aumento da reciclagem e a implantação de processos industriais que não agridam o meio-ambiente, além da conscientização e da educação ambiental na comunidade.

 

O TAMANHO DO GIGANTE

De uma pequena fábrica japonesa de motores a um conglomerado global, a HONDA comemorou 60 anos em 2008 no auge de suas atividades. Hoje são 390 subsidiárias presentes pelos quatro cantos do mundo, 67 unidades de produção em 13 países e 43 unidades de pesquisas e desenvolvimento em 13 nações. Aproximadamente 177 mil colaboradores são responsáveis pela produção de motocicletas, automóveis e outros produtos.

 

Só em 2009, o grupo atendeu mais de 25 milhões de clientes em todo o mundo. A Honda atingiu esse patamar, estruturada na filosofia vitoriosa do fundador Soichiro Honda. Ele não apenas criou uma companhia, mas disseminou seus princípios, como o respeito ao indivíduo e as “três alegrias” (de comprar, criar e vender).

 

O GÊNIO POR TRÁS DA MARCA

Em 17 de novembro de 1906, nascia um homem que revolucionaria o conceito de locomoção e seria reconhecido mundialmente: Soichiro Honda. Muito à frente de seu tempo, o fundador da empresa já demonstrava interesse pelas máquinas desde criança. Transformando ideias em realidade, aos 8 anos, construiu sua primeira bicicleta, ainda rudimentar. Aos 13, já tinha saído de suas mãos uma bicicleta de primeira. Aos 16 anos, iniciou sua trajetória profissional em uma oficina em Tóquio.

 

Mas foi sua paixão pelos motores que o levou às corridas automobilísticas em 1930. Em 1946, fundou a Honda Instituto de Desenvolvimento Técnico, que, em dois anos, se transformaria na Honda Motor Company. O grupo começou a produzir motocicletas a partir da aplicação de motores extras em bicicletas - primeiro passo para atingir a liderança na indústria de veículos de duas rodas. Em 1956, ele divulgou o princípio que passaria a nortear a empresa: “em um espírito global, dedicamo-nos a oferecer produtos da mais alta qualidade, a um preço justo, para a satisfação de nossos clientes em todo o mundo”. Em menos de oito anos, a HONDA se transformou na maior vendedora de motocicletas do planeta.

 

O mundo dos esportes era outra paixão do fundador. Em 1959, a empresa participou pela primeira vez da corrida Isle of Man TT (Troféu de Turismo), do Reino Unido. Em sete anos, conquistou sua primeira vitória. Mas ele queria ir mais longe. Em 1963, a Honda entrou na indústria automobilística e logo anunciou sua participação na Fórmula 1. Suas máquinas novamente foram levadas ao limite e, em apenas dois anos, venceu sua primeira corrida.

 

As pistas não eram apenas um laboratório para seus engenhos, mas a oportunidade de divulgar seu país ao mundo. E Soichiro conseguiu. Hoje as motocicletas Honda são referência nas provas de motocross e moto-velocidade. O fundador acompanhou o processo de consolidação do seu trabalho: fábricas por todo o mundo, marca consagrada, conquistas esportivas, produtos de qualidade e respeito ao meio-ambiente. Soichiro Honda faleceu aos 84 anos, em 5 de agosto de 1991, no Japão, mas como legado deixou a importância de unir idéias e associar ao espírito de mudança o verdadeiro significado da tecnologia.

A MARCA NO BRASIL

Até a segunda metade da década de 60, praticamente não existia mercado para motocicletas no Brasil. Só em 1968 o governo autorizou as importações, mas as alíquotas eram muito elevadas. A aposta no mercado brasileiro concretizou-se no dia 26 de outubro de 1971, quando começou a funcionar a Honda Motor do Brasil Ltda., responsável pela importação e distribuição dos produtos Honda no país.

No início eram somente motocicletas, dois anos mais tarde também, geradores, motores estacionários e motobombas. Desde as primeiras importações, a empresa estruturou sua Divisão de Peças Originais, o que garantia peças para reposição de seus produtos. Em 1974, comprou um terreno de 1 milhão e 700 mil metros quadrados em Sumaré, no interior do estado de São Paulo, para instalar a fábrica de motocicletas.

 

Um ano depois, o governo vetou a importação de motocicletas e o efeito foi drástico. Não havia alternativa, era hora de começar a produzir motocicletas no Brasil. A Honda antecipou seu projeto e construiu sua fábrica em Manaus (AM). A maior vantagem para a fábrica que se instalava no Brasil era o fato de Manaus ser uma zona franca, ou seja, isso permitia importar equipamentos do Japão de alta tecnologia com custos competitivos em relação aos produzidos no Brasil.

 

A Honda investia no país e apostava no crescimento do mercado. Lançou vários modelos novos: o primeiro foi a CG 125, moto urbana de mecânica simples. Em 1977 já eram fabricadas 34 mil motocicletas no mercado nacional e a Honda respondia por 79% desse total. No início da década de 80, a produção nacional média anual atingiu 185 mil unidades. Em 1981, foi produzida a primeira motocicleta movida a álcool do mundo, na fábrica de Manaus. No mesmo ano, foi constituído o Consórcio Nacional Honda (CNH), que iniciou suas atividades no país. Foi ainda nessa década que ocorreu o lançamento da moto CB 400. 

 

Em 2 de março de 1998, foi inaugurado o Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH), em Indaiatuba, São Paulo, onde são realizados cursos de formação de Instrutores – para pilotos de motocicletas, quadriciclos, Off-road. O centro também contava com palestras educativas e test-drives, dirigidos para motociclistas profissionais de órgão públicos e empresas privadas.

Nessa época, a Honda introduziu no mercado vários modelos de motocicletas como a C 100 Biz, a NX 350 Sahara, a CBX 750 Four Indy e a XL 125 S. Em 2002, a montadora japonesa além de comemorar a produção de 2.000.000 de unidades do modelo CG125, também era líder no mercado brasileiro, com mais de 12 milhões de motocicletas produzidas no país. O primeiro milhão foi alcançado em 1987.

 

Líder em vendas, a Honda detém atualmente mais de 76% de participação no mercado brasileiro, segundo dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). Hoje sua fábrica de Manaus tem capacidade para produzir uma motocicleta a cada oito segundos.

 

A MARCA NO MUNDO

A Honda é a segunda maior montadora japonesa, perdendo apenas para a Toyota, sendo a maior produtora de motocicletas do planeta, além de vender mais de 3.3 milhões de veículos anualmente em quase 150 países ao redor do mundo. Hoje a produção de motocicletas é realizada em 32 fábricas distribuídas em 22 países. Há ainda unidades de pesquisa e desenvolvimento localizadas nos Estados Unidos, Alemanha, Itália, Tailândia, China e Índia. Atualmente ela é a sétima maior montadora do planeta.

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